O tempo de espera é relativo,
Antes dele existir, ele dá os seus avisos,
Chamando sua atenção para ele,
Tentativas de se esquivar são postas em prática,
Logo após, tais tentativas são postas ao ermo...
E, então chega o tal,
Como quem não quer nada,
E se aloja, sem pedir permissão,
Quando ele é notado, já está ele a passar...
O que nos resta é deixar que o tempo tome a sua direção,
E pedir que o relógio passe um pouco mais rápido,
Mais uma tentativa em vão...
Finalmente, o filho da espera chega,
Ansiedade e medo fazem o pobre coração tremer,
Depois de tanto tempo, será que valeu a pena?
Será que ainda vou me surpreender?
Será que será do meu jeito?
Será, de fato?
Então, o maroto tempo se esvai,
Não avisa, nem dá satisfações,
Ele sempre gosta de ser independente,
Mas deixa boas lembranças,
Sonhos, esperanças, segredos,
Tudo bem guardado e organizado,
Numa caixinha, até bonitinha, na memória...
E aquele, que parecia ser seu eterno companheiro se vai,
Mas deixa em seu lugar outra grande amiga,
A Felicidade...
Ela estará sempre ali, ao seu lado,
Ajudando você a enfrentar a caminhada lado a lado
A mais um novo tempo que começou a dar os seus sinais de vinda...
E quando você se cansar de tudo isso,
Ela trará pra você, aquela caixinha, já esquecida,
E tornará à memória a trajetória tão rica
Que passaste com a espera
E perceberás, que o tempo com ela não passou de um ínfimo segundo
Comparado ao que o Presente estava preparando para ti.
Então, mãos dadas com a Felicidade,
Só resta mais uma vez deixar o novo prazo se findar,
Aproveitando cada segundo, novamente,
Retendo a esperança e a fé,
Até o dia em que a sua relação com a Felicidade deixará de ser intermitente,
E passará a ser ETERNA.

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