L_vin_a
     Pois é, ao pensar o quanto que a vida insiste em nos separar, vêm logo à nossa cabeça que somos sempre vítimas dessa vilã dura e cruel; não podemos nos sentir um pouco felizes com alguém que algum acontecimento entra na história e, de novo, retornamos à solidão...
     Eu tenho outra teoria! Na verdade, somos masoquistas... Isso mesmo! Somos adpetos ao masoquismo por conta própria!
     Sabemos que não iremos passar toda a vida com os nossos amigos, mas ainda assim insistimos em cultivá-los... Sabemos que a paixão arrebatadora que lateja em nossos corações um dia será apenas uma fagulha, uma centelha temerosa que, um dia, uma delicada brisa a apague. Sabemos que nossos familiares não são eternos, todavia insistimos em criar laços de afeto, mesmo cientes de que um dia quem amamos nos deixarão de formas diversas.
     Qual a graça de passarmos tantos anos com alguém, se sabemos que a convivência (ou a ausência dela) acaba por afastar as pessoas?
     Talvez essa pergunta seja mais simples de responder do que se imagina... Ela mesma se responde. a graça de fazermos tudo isso, é justamente saber que iremos nos afastar delas, um dia. Aprendemos com o tempo que amar, na verdade, é composto do intervalo. Ele não é um fenômeno de início ou finais felizes (a não ser que você julgue a morte como tal), mas de meios.
    Quando conhecemos alguém, há o vislumbre, a excitação por haver conhecido alguém que nos completa, que sempre sonhamos em ser (estou falando no sentido plural)...
    Sabemos do fim de um relacionamento (seja ele de qual natureza for) quando ele, de fato, acaba. Quando os abraços são frios, quando os olhos já não brilham, quando já não há prazer na companhia, quando o silêncio nada mais responde...
    Por isso, os meios são os mais importantes numa convivência... Sabemos que tudo tem um fim (trágico ou não), mas isso não importa desde que o período que o antecede seja o melhor que possa ser...
    Impecilhos ocorrerão paraq que a convivência não seja mais tão constante, porém enquanto esse sentimento que cultivamos por quem queremos é a nossa bandeira, ele perdurará...
    Somos masoquistas, sim! Sabemos que vamos nos machucar, porém como saberemos a intensidade que ficarão nossas feridas se não as provocarmos?
    E não há dor que nunca tenha valhido a pena... E isso é que me faz sempre querer amar, me doar, mesmo que custe alto... É um preço que estou disposta a pagar, afinal eu sei que valerá!

Lívia Shirahige
Tema inspirado por Dalmário Barros Neto
3 Responses
  1. Muito crise existencial...ok,it's normal!!
    Mas realmente o que vale sao os momentos compartilhados; das risadas às lagrimas(é sempre bom ter alguem com qm compartilhar tais momentos)..
    o individuo é um ser sozinho por natureza,temos que admitir isso,mas é da convivencia com outros individuos que aprendemos a ser mais humanos!!

    beijo shii!!


  2. Unknown Says:

    pooo Adoreeei o texto,
    juuro q viajei nele...

    Parabéénss Livinhaa ;*

    [Miila akie :B ]



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